Prezados amigos, a cada dia que passa ficamos cada vez mais indignados com tudo que acontece em nosso país.
Depois de termos participado do filme "Querô", começamos a olhar tudo o que acontece a nossa volta com certa crítica. Acreditamos que o filme não foi feito só pra passar no cinema, fazer bilheteria e tudo mais, foi também para mostrar a situação de grande parte dos jovens. O Querô do filme é o mesmo Querô que você e eu vemos todos os dias no semáforo pedindo esmolas ou na esquina cheirando cola, fumando crack ou maconha e que todo mundo olha com indiferença, (e para falar a verdade até nós antes dos filme os enxergávamos assim). Mas ninguém nunca pensou em dar uma oportunidade para esse garoto, ou pelo menos saber o que ele sente e sonha para vida. Quando nós falamos em ajudar, não estamos falando em dar trocados ou alojar nos albergues imundos que temos espalhados pelo país, porque na verdade sabemos que isso não é ajudar. Temos que estender a mão de forma a transformar a vida desse garoto, como as Oficinas Querô fizeram com a gente.
Podemos afirmar que se não fosse esse projeto, muitos de nós talvez não estaríamos seguindo um caminho tão correto assim.
Mas não queremos colocar esse projeto como um deus, pois com certeza existem outros tão bons quanto este, mas queremos mostrar que se cada um puder ajudar e acreditar que o jovem de hoje é a transformação do nosso Brasil de amanhã, com certeza teremos um país, e porque não, um mundo melhor, com pessoas honestas e motivadas.
E para nós, a grande diferença que o Querô da ficção tem com o Querô da vida real é que não tem um diretor para falar "corta" a cada final de cena, o drama sempre continua.
Samuel de Castro
Em nome dos participantes das Oficinas Querô